Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Que o ano novo venha para matar. Matar todo o passado que vivi simplesmente por respeitar o ciclo da vida. Sempre entendi que tudo devemos relevar, pois é aprendizado. Mas quero mesmo que 2014 mate. 
Mate todos os meus erros, aqueles que eu sabia que estava cometendo, mesmo assim, para aliviar ou satisfaze-los eu os cometi. 

Mate todo tempo, que nunca será perdido, mas que continue apenas se for aprendizado. Caso contrário, que morra. 
Mate as palavras que saíram de minha boca, e acabaram ofendendo alguém. Essas, que morram e não voltem mais. 
Mate a tristeza, as que eu não pude enfrentar, e por isso, não as venci. Mas que espero que morram, junto com a pólvora dos fogos de artificio. 
Mate a solidão. Aquela que mora em meu quarto quando estou sozinho, e não luto contra. Que ela morra, e venha a melhor parte de ser eu mesmo, e viva bem com tudo aquilo que eu sou, sem mais ninguém. 
Que morra a ansiedade. Essa que me trava, que não me deixa pensar, e me bloqueia de tomar as decisões racionais, pois impera na emoção de fazer aquilo apenas pra aliviar, e não me fazer crescer. 
Mate os amigos. Aqueles que me fizeram acreditar nas pessoas, mas que no fim, só provaram o contrário. Que venha muito o desapego. 
Mate o egoísmo. Esse tanto que me matou e matou à muita gente, pois me fez pensar apenas em mim, e naquilo que seria bom pra mim, mesmo que tivesse que magoar outras pessoas. Saí pra lá! 
Mate a preguiça. A mesma que me proíbe terminar uma fras...

Ninguém sabe, o que vem depois da morte. Mas acreditamos, com muita fé, que seja melhor que tudo o que passou. É esperança, de que tudo vai ser melhor. 
Depois de ver o céu iluminado de luzes, pular sete ondas e fazer uma oração. Eu só que uma vida nova. Morrer para o passado, e renascer. Num mundo novo.




Esta publicação foge um pouco da linha editorial do meu blog, mas o assunto é delicado e merece a ampliação. Tenho certeza que eu não fui o único a perceber o que vêm ocorrendo em nossa cidade nos últimos tempos, e encontrei aqui uma maneira de refletir sobre isso.

Nossos jovens caiçaras estão morrendo meus amigos, esta é a situação. Acompanhei através do Facebook, alguns compartilhamentos de amigos e familiares de pessoas que vieram a falecer nos últimos meses. Certamente é inevitável essa parte em que atravessamos de um mundo para o outro, em suas mais variadas crenças. Mas já chegaram a perceber que muitos destes são jovens? Pequenos adultos que tem no álbum do Facebook as fotos mais felizes e sempre com muitas pessoas, talvez amigos e familiares, e que de repente são destinados a irem embora sem se despedirem. Deixando apenas uma última postagem em uma rede social.

São acidentes de moto ou carro, assassinatos, morte natural, doença ou algo que ninguém consegue explicar, mas são. E tudo isso só deixa tristeza no coração e uma lagrima no rosto.


Vão com Deus pequenos caiçaras, que foram convidados à enriquecer a cidade no verão para nossos turistas e não hesitaram em reclamar da repetitiva chuva, na linda Caraguatatuba. 

Veja as fotos de alguns moradores de Caraguá que certamente deixarão saudade

Ivan Mattos, 19 anos, faleceu em um acidente de moto

Carlos Lucas de Mello, 21 anos, morreu em um trágico acidente de carro

Levi Martins, 23 anos, deixou família e amigos depois de uma doença grave



+