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Que o ano novo venha para matar. Matar todo o passado que vivi simplesmente por respeitar o ciclo da vida. Sempre entendi que tudo devemos relevar, pois é aprendizado. Mas quero mesmo que 2014 mate. 
Mate todos os meus erros, aqueles que eu sabia que estava cometendo, mesmo assim, para aliviar ou satisfaze-los eu os cometi. 

Mate todo tempo, que nunca será perdido, mas que continue apenas se for aprendizado. Caso contrário, que morra. 
Mate as palavras que saíram de minha boca, e acabaram ofendendo alguém. Essas, que morram e não voltem mais. 
Mate a tristeza, as que eu não pude enfrentar, e por isso, não as venci. Mas que espero que morram, junto com a pólvora dos fogos de artificio. 
Mate a solidão. Aquela que mora em meu quarto quando estou sozinho, e não luto contra. Que ela morra, e venha a melhor parte de ser eu mesmo, e viva bem com tudo aquilo que eu sou, sem mais ninguém. 
Que morra a ansiedade. Essa que me trava, que não me deixa pensar, e me bloqueia de tomar as decisões racionais, pois impera na emoção de fazer aquilo apenas pra aliviar, e não me fazer crescer. 
Mate os amigos. Aqueles que me fizeram acreditar nas pessoas, mas que no fim, só provaram o contrário. Que venha muito o desapego. 
Mate o egoísmo. Esse tanto que me matou e matou à muita gente, pois me fez pensar apenas em mim, e naquilo que seria bom pra mim, mesmo que tivesse que magoar outras pessoas. Saí pra lá! 
Mate a preguiça. A mesma que me proíbe terminar uma fras...

Ninguém sabe, o que vem depois da morte. Mas acreditamos, com muita fé, que seja melhor que tudo o que passou. É esperança, de que tudo vai ser melhor. 
Depois de ver o céu iluminado de luzes, pular sete ondas e fazer uma oração. Eu só que uma vida nova. Morrer para o passado, e renascer. Num mundo novo.


Não faz muito sentido quando a gente age somente com o coração. Em realidade, a minha geração sempre se importou mais com os impulsos sentimentais do que a “velha ladainha” sugestionada por nossos pais e avós.

Eu sei que eu deveria me empenhar mais nos estudos, no trabalho, em casa (ás vezes bom, ás vezes ruim, mas eu moro sozinho) e até mesmo com a família. Mas eu, de longe, venço qualquer competição para me tornar o “pior solteiro do mundo”. Sem responsabilidade, ambicioso, egoísta e preguiçoso, eu acabei criando um mundo ‘só meu’ e que me satisfaz por completo, ou não. Na verdade este mundo é totalmente mutável, ora se torna uma longa conversa de bar, ora se torna uma sala de aula de um curso que eu só espero conseguir concluir. Um mundo que eu falo o que eu realmente quero falar, e também falo o que simplesmente as pessoas gostariam de ouvir – apenas para me poupar de longas e entediadas situações.

Menos de 24 horas para entregar um trabalho da faculdade que eu nem comecei, mas no momento, “my world” apenas me permite continuar me alucinando entre séries, filmes e documentários da Netflix.

Que seja!


Ah, resolvi que vou entrar ás 13h no serviço amanhã. 


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